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A vinificação é o conjunto de operações que permite transformar as uvas
frescas, ou melhor, o seu sumo (mosto) em vinho.
A fermentação alcoólica constitui a fase
principal. Trata-se de um fenômeno natural por meio do qual os açucares
contidos nas uvas são transformados em álcool sob a ação de
microorganismos: as leveduras.
O álcool é o principal produto da fermentação, mas há
outras substâncias sintetizadas pelas leveduras ou presentes nos bagos
de uva que têm uma importância primordial para a qualidade e tipicidade
dos vinhos. Essas substâncias são, entre outras, os compostos aromáticos
dos vinhos, os taninos e os ácidos orgânicos, vitaminas e sais minerais.
A fermentação é acompanhada de uma emanação de gás
carbônico e de calor. O aumento da temperatura da cuba deve ser
cuidadosamente controlado. Uma temperatura superior a 30/40 oC faz parar
a fermentação por inibição das leveduras. A fermentação termina quando
todos os açucares são esgotados.
A vinificação é uma operação delicada cujo
desenvolvimento difere sensivelmente em função dos tipos de vinhos
desejados: vinhos tintos, brancos, secos, rosados, espumantes, brancos
suaves, doces naturais e vinhos licorosos.
Os vinhos tintos e rosados são obtidos a partir de
uvas vermelhas. Os vinhos brancos podem ser obtidos tanto com uvas
brancas quanto com uvas tintas de sumo branco (vinificação em branco).
Os vinhos espumantes caracterizam-se por uma liberação
de gás carbônico proveniente geralmente da segunda fermentação, que é
provocada pela adição de açúcar e leveduras.
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